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Mensagens

Globos de Ouro

Ontem vi os “Globos de Ouro” na SIC. Do princípio ao fim. Se grande parte da gala não passa de uma fogueira das vaidades, certo é que existem momentos que marcam a noite. Ontem fui, agradavelmente, surpreendido com 4 desses momentos. O primeiro foi quando o Futre subiu ao palco, na companhia da Barbara (uiiii) e mostrou, após provocadas tiradas sobre chineses e conferências de imprensa, que sabe rir de si próprio. Riu, fez humor sobre o assunto, e entregou-se a ele sem qualquer tipo de preconceito. Contrariou o típico português que vê mal em tudo, não gosta que riam dele e para quem a culpa é sempre dos outros. Conforme ele disse, há 24 anos que está fora de Portugal. Um outro momento, foi a presença do Miguel Guilherme ao receber o globo de melhor actor em teatro. A forma como se vestiu, o discurso, o mascar da pastilha. Lembrei-me quando em 2008 o então nomeado, Nuno Lopes, ofereceu o globo ao falecido António Feio. Portugal também é feito disto e não é só de casos de suces...

A Vida está dificil. Comparado com quê?

“Partindo da análise do nosso quotidiano e aproveitando para abordar a temática da avaliação em contexto escolar, pretendo com este texto (1) referir algumas das modalidades de avaliação escolar dos alunos, (2) reflectir nos moldes que utilizamos (tanto a escola como os pais) para avaliar e (3) partilhar algumas estratégias que podem ser utilizadas para potenciar as vantagens da avaliação na nossa vida (dos pais, dos filhos, da comunidade educativa). A um nível global, actualmente vivenciamos um momento de crise (entenda-se a sócio-econónico-humano-política ). Avaliar custos, ganhos, gastos, alternativas e consequências parece ser o segredo para uma boa gestão de percursos de vida, de sustentabilidade e sucesso. Por outro lado, viver sem padrões, sem medida, sem conhecimento do esforço útil que produzimos pode ser decepcionante, cansativo, fonte de insegurança e mal-estar. Nos mais diversos contextos (o escolar inclusive), para um desenvolvimento sustentado a longo-prazo, em ...

Cenouras e Chicotes: Os 7 Pecados Mortais (7)

7. Podem encorajar a estreiteza de vistas As recompensas podem limitar o âmbito do nosso pensamento e reduzir a sua profundidade. Grande parte dos do que os executivos fazem todos os dias tem como único objectivo melhorar o desempenho da empresa no trimestre seguinte, tornando-se isto numa verdadeira obsessão e concentrando recursos substanciais a assegurarem que os resultados têm bom aspecto nos gráficos. No entanto, as empresas acabam por pagar um preço elevado por não terem uma visão estratégica para lá do trimestre seguinte. Vários investigadores concluíram que estas empresas apresentam taxas de crescimento inferiores por que tendem a investir menos em investigação e desenvolvimento. Os especialistas avisam «a simples existência de prémio pode bastar para os empregados se concentrarem de forma míope nos ganhos imediatos, perdendo de vista o potencial devastador dos seus efeitos de longo prazo sobre a organização». Nos meios onde as recompensas extrínsecas têm mais importância, mu...

Cenouras e Chicotes: Os 7 Pecados Mortais (6)

6. Podem criar dependências O economista russo Anton Suvorov construiu um modelo econométrico complexo para mostrar este efeito a que chamou “teoria do agente principal”. Conforme explica as suas conclusões vão no sentido de que «as recompensas criam dependência porque, uma vez oferecida, uma recompensa contingente leva o agente a esperá-la sempre que enfrenta uma tarefa semelhante, o que por sua vez leva o chefe a ter de oferecê-las repetidamente». Esta conclusão não é mera teoria já que foi provada no campo da neurociência numa experiência com recurso a imagiologia envolvendo dopamina. As pessoas mobilizadas pela perspectiva de receber recompensas tomam, na realidade, decisões menos correctas. A cenoura com que se acena para estimular certos comportamentos, embora possa não ser má em todos os casos, noutros produz o mesmo efeito da cocaína. Pink, Daniel H. (2009), Drive – A Surpreendente Verdade Sobre Aquilo que Nos Motiva, Estrela Polar, Alfragide

Cenouras e Chicotes: Os 7 Pecados Mortais (5)

5. Podem encorajar a desonestidade, os expedientes e os comportamentos contrários à ética O que a ciência está a revelar é que as cenouras e os chicotes podem promover o mau comportamento, criar dependências e encorajar as vistas curtas, levando as pessoas a considerarem apenas os objectivos de curto prazo, à custa dos objectivos de longo prazo. Recentemente um grupo de académicos da Faculdade de Gestão de Havard e das Universidades do Arizona e Pensilvânea puseram em causa a eficácia da regra da gestão por objectivos nas organizações. Os objectivos pessoais de cada um são, em geral, saudáveis. No entanto, os objectivos impostos por outros – os objectivos de vendas, os resultados trimestrais, os testes aferidos e por ai fora – podem ter efeitos secundários perigosos, na medida em que orientam a nossa mente num limite delimitado com custos potencialmente elevados. Os professores das faculdades de gestão reconhecem hoje que «os objectivos podem criar problemas generalizados às organi...

Cenouras e Chicotes: Os 7 Pecados Mortais (4)

4. Podem prejudicar o comportamento Em 1970, o sociólogo britânico Richard Titmuss ao estudar os dadores de sangue no Reino Unido, propôs a hipótese que pagar o sangue não era apenas imoral, mas ineficaz. Os economistas troçaram. Vinte e cinco anos mais tarde, dois economistas suecos fizeram a experiência para testar aquela hipótese e o palpite de Titmuss parecia estar correcto. Os incentivos em dinheiro aos dadores de sangue provocaram a diminuição destes. A razão foi terem contaminado um acto altruísta e suprimido o desejo de fazer algo positivo. Misturar recompensas com tarefas interessantes, nobres ou criativas por natureza é entrar num jogo muito perigoso. Pink, Daniel H. (2009), Drive – A Surpreendente Verdade Sobre Aquilo que Nos Motiva, Estrela Polar, Alfragide

Cenouras e Chicotes: Os 7 Pecados Mortais (3)

3. Podem aniquilar a criatividade Teresa Amabile e outros investigadores chegaram à conclusão que as recompensas exteriores podem ser eficazes quando estão em causa tarefas algorítmicas (seguir um certo curso de operações pré-definidas). Mas quando estão em causa tarefas mais associadas ao lado direito do cérebro em que é exigido soluções heurísticas (flexibilidade, resolução de problemas, invenção ou compreensão, etc) as recompensas do tipo condicional podem ser perigosas dado que não estimulam o pensamento criativo e irreverente. Quando a economia se orienta cada vez mais para actividades criativas e para o trabalho conceptual, pode estar aqui uma das falhas mais alarmantes entre o que a ciência sabe e o que o mundo económico real faz. Pink, Daniel H. (2009), Drive – A Surpreendente Verdade Sobre Aquilo que Nos Motiva, Estrela Polar, Alfragide